Curso EAD AO VIVO

Análise de Falhas para Caracterização e Explicitação de Causa Raiz (RCA)

Informações Gerais

PROGRAMAÇÃO

Segunda, terça e quarta-feira, das 13h às 17h

CARGA HORÁRIA

12h

DURAÇÃO

3 dias

MODALIDADE

EAD ao vivo - Você receberá o link de acesso, após a confirmação da turma.

A Abraman não disponibiliza aula gravada.

PLATAFORMA

ZOOM

CERTIFICADO

O Certificado será emitido para os alunos que tiverem frequência mínima de 75%

Entrar e sair da sala não garante a presença.

Público-alvo

Técnicos, Engenheiros, Supervisores, Planejadores, profissionais de PCM, confiabilidade, inspeção, integridade, operação, manutenção e gestão de ativos.

Apresentação do Curso

Curso prático e aplicado para capacitar profissionais a conduzirem análises de falhas com método, evidência e raciocínio causal estruturado, saindo da lógica superficial de “achar a peça quebrada” para a identificação consistente das causas técnicas e gerenciais que sustentam a recorrência dos problemas.

A proposta do curso é desenvolver a capacidade de caracterizar corretamente o evento de falha, delimitar o problema, organizar fatos e evidências, construir a relação causa e efeito, selecionar ferramentas adequadas de análise e explicitar a causa raiz com base técnica suficiente para orientar ações corretivas, preventivas e sistêmicas.

O curso integra fundamentos de confiabilidade, conceitos de falha funcional, falha técnica, falha potencial, falha latente, entropia, curva PF, DIPF, mecanismos de dano, coleta de evidências, lógica 8D, funil de solução de problemas e ferramentas clássicas de RCA, como Ishikawa, 5 Porquês, FMEA/FMECA e FTA. Essa estrutura conversa com o material antigo, que reforça falha como perda de função, diferença entre falha e quebra, impacto da entropia e necessidade de eliminar reincidência, e também com o material atual, que organiza o curso em delimitação do problema, análise causal e fechamento com ações e aprendizado.

Objetivo geral

Capacitar o participante a conduzir uma análise de falhas completa, desde a definição do evento foco até a explicitação da causa raiz técnica e gerencial, estruturando evidências, hipóteses, relação causa e efeito, ações corretivas e critérios de verificação de eficácia.

Conteúdo da trilha

12hs de ensino

Módulo 1, Fundamentos de falha, confiabilidade e decisão

Este módulo corrige a primeira lacuna comum dos treinamentos de RCA: muitos alunos querem aplicar ferramenta antes de saber definir a falha. Aqui o foco é formar a base conceitual para que a análise comece no ponto certo.

Conteúdos:

  1. Falha como perda de função, não apenas quebra física.
  2. Diferença entre falha funcional, falha técnica, falha potencial, falha latente e falha aleatória.
  3. Defeito, falha, quebra e evento foco.
  4. Confiabilidade como entrega da função no tempo, nas condições especificadas e sem interrupção relevante.
  5. Entropia aplicada à manutenção: degradação, perda de ordem e avanço natural da falha.
  6. Curva PF e DIPF: onde a falha nasce, quando se torna detectável e quando vira falha funcional.
  7. Por que planos baseados apenas em tempo falham quando o modo de falha não depende da idade.
  8. Impacto da falha sobre segurança, custo, disponibilidade, previsibilidade, produção e reputação.

Módulo 2, Delimitação do problema e organização das evidências

Este módulo transforma a falha em um problema tecnicamente investigável. Ele se conecta diretamente à lógica do D2 do 8D e ao funil de solução de problemas apresentado no material atual, que orienta a passagem do problema observado para o problema fundamental, com base em dados e evidências.

Conteúdos:

  1. Como definir o evento foco.
  2. Como descrever o problema sem antecipar a causa.
  3. Diferença entre fato, percepção, hipótese, interpretação e evidência.
  4. Estrutura mínima da descrição técnica: o que ocorreu, onde, quando, como se manifestou, quanto desviou e em quais condições.
  5. Linha do tempo do evento: sequência de fatos, alterações, intervenções, sinais prévios e pontos de inflexão.
  6. Coleta de evidências: dados operacionais, ordens de serviço, históricos de manutenção, fotos, vídeos, desenhos, diagramas, registros de inspeção, laudos, entrevistas e relatos técnicos.
  7. Critérios de qualidade da evidência: confiabilidade, completude, temporalidade, rastreabilidade e reprodutibilidade.
  8. Erros comuns: descrição vaga, viés de confirmação, dado sem fonte, mistura de causa com sintoma e narrativa construída por opinião.

Módulo 3, Modos de falha, mecanismos de dano e hipóteses técnicas

Este é o módulo que diferencia o curso de uma RCA genérica. Muitos treinamentos ensinam 5 Porquês, mas não ensinam o aluno a pensar tecnicamente o dano. O material atual destaca a necessidade de conectar modo de falha, mecanismo de dano, degradação, evidências e contexto de inspeção/manutenção.

Conteúdos:

  1. Modo de falha: como a função deixou de ser atendida.
  2. Mecanismo de dano: processo físico, químico, mecânico, operacional ou sistêmico que conduz à falha.
  3. Relação lógica: mecanismo de dano, degradação progressiva, evidências detectáveis e modo de falha.
  4. Principais mecanismos de dano em ativos industriais: fadiga, corrosão, desgaste, deformação, fluência, fratura, erosão, cavitação, sobrecarga, desalinhamento, contaminação, falha de lubrificação e degradação térmica.
  5. Evidências físicas, visuais, instrumentais, documentais e operacionais.
  6. Papel de inspeções, ensaios, análises metalúrgicas, análises mecânicas, análise de óleo, vibração, termografia e registros de processo.
  7. Construção de hipóteses concorrentes: o que pode explicar a falha e o que precisa ser provado ou descartado.

Módulo 4, Estruturação da relação causa e efeito

O foco é usar as ferramentas para organizar o raciocínio causal, sustentar hipóteses e evitar conclusões precipitadas. O material atual reforça Ishikawa, 5 Porquês, FMEA/FMECA e FTA como técnicas selecionadas para análise de causa raiz.

Conteúdos:

  1. Cadeia causal: causa imediata, causa contribuinte, causa latente e causa raiz.
  2. Causa técnica, causa humana, causa organizacional e causa gerencial.
  3. Ishikawa 5M/7M: uso correto para organizar hipóteses suportadas por evidências.
  4. Por que Ishikawa não deve ser tratado como brainstorming livre.
  5. 5 Porquês: encadeamento causal, profundidade adequada e critério de parada.
  6. Como evitar 5 Porquês fraco, circular, opinativo ou direcionado ao culpado.
  7. Lógica de prova causal: evidência, coerência, plausibilidade técnica e capacidade de evitar recorrência.
  8. Seleção da técnica conforme complexidade da falha, disponibilidade de dados, criticidade e necessidade de rastreabilidade.

Módulo 5, FMEA/FMECA, FTA e explicitação da causa raiz

Este módulo aprofunda o uso das ferramentas de engenharia para organizar modos de falha, causas, efeitos, criticidade e lógica causal. O material de apoio destaca que a FMEA permite identificar modos de falha, efeitos, mecanismos e formas de evitar ou mitigar falhas, além de fornecer entrada para FTA. Também aponta limitações importantes, como dificuldade para combinações de modos de falha e risco de estudos longos se não houver foco.

Conteúdos:

  1. FMEA como ferramenta para estruturar modos de falha, causas, efeitos, mecanismos de falha, controles e ações.
  2. Diferença entre FMEA e FMECA: inclusão da criticidade e priorização.
  3. Uso da FMEA em análise de falhas já ocorridas e em prevenção de recorrência.
  4. Como conectar FMEA com evidências reais, e não apenas com preenchimento de planilha.
  5. FTA, Árvore de Falhas: estruturação lógica de eventos, combinações causais e falhas complexas.
  6. Quando usar FTA em vez de 5 Porquês ou Ishikawa.
  7. Explicitação da causa raiz técnica: critério de clareza, tratabilidade, controle e prova.
  8. Explicitação da causa raiz gerencial, MRC: decisão, processo, barreira, padrão ou sistema de gestão que permitiu a falha.
  9. Critérios para saber se a análise chegou à raiz ou parou em uma causa intermediária.

Módulo 6, Plano de ação, verificação de eficácia e relatório final de RCA

O fechamento é onde muitos RCAs fracassam. Não basta identificar uma causa plausível. É preciso transformar a análise em ação verificável, padronização e aprendizado organizacional. O material atual estrutura o fechamento em contenção, correção, prevenção, verificação, padronização e lições aprendidas, coerente com a lógica D5 a D8 do 8D.

Conteúdos:

  1. Diferença entre contenção, correção, ação corretiva, ação preventiva e ação sistêmica.
  2. Como definir ações que atuem sobre causa raiz, e não apenas sobre sintoma.
  3. Plano de ação com responsável, prazo, evidência de conclusão e critério de eficácia.
  4. Verificação de eficácia: como comprovar que a falha não voltou ou que o risco foi reduzido.
  5. Padronização: atualização de planos de manutenção, procedimentos, inspeções, checklists, treinamentos, materiais, sobressalentes e critérios de liberação.
  6. Lições aprendidas e transferência para ativos, processos ou serviços semelhantes.
  7. Estrutura mínima do relatório de RCA: evento foco, descrição factual, evidências, linha do tempo, hipóteses testadas, ferramentas aplicadas, causa raiz técnica, MRC, ações, verificação de eficácia e padronização.
  8. Erros comuns no fechamento: ação genérica, responsável indefinido, prazo simbólico, causa sem evidência, ação sem verificação e relatório que não permite auditoria. 

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